terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Meio Ambiente X Liberalização do Comércio

Para iniciar o Blog estou colocando aqui uma indicação de leitura, o tema é Meio Ambiente, escrito por Fábio Albergaria de Queiroz, Doutorando em Relações Internacionais pelo instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília(Irel/UnB).

O artigo já chama muito atenção por seu título: "Meio Ambiente e Comércio Internacional: Relação Sustentável ou Opostos Inconciliáveis? Argumentos Ambientalistas e pró-Comércio do Debate". Não somente por isso, o autor consegue claramente colocar duas visões ao tema  Meio Ambiente.
Primeiramente, o autor evidencia os antecedentes históricos, explicando a evolução e a importância que cada vez mais o assunto vai tendo dentro de organismos internacionais. Logo após, explica os argumentos dos Ambientalistas, enfatizando as ideias como os efeitos da abertura comercial sobre o meio ambiente, a migração das multinacionais (trazendo consigo a poluição, o consumo por matérias primas e de leis ambientais mais atrativas), a perda de biodiversidade, etc...
Em seguida, comprova os argumentos do pró-Comércio, explicando as suas ideias, como a importância da geração de uma tecnologia limpa, argumentando que a abertura comercial propicia a adoção, transferência de tecnologias limpas e métodos produtivos mais sustentáveis sobre tudo por meio de importações dos padrões vigentes em países mais desenvolvidos(Estudo realizado por Wheeler e Mody).
Antes de concluir, o autor ainda comenta a ralação da OMC(Organização Mundial do Comercio) e o desenvolvimento sustentável, ressaltando a importância da criação do Comitê de Comércio e Meio Ambiente que em sua função ficava responsável em examinar as ações da OMC bem como acordos multilaterais ambientais(Multilateral Environment Agreements (MEAs)) como o comércio internacional.
Concluindo, o artigo aponta que a abertura comercial atua como potencializador de variáveis como aumento nos níveis de consumo e produção, geração de novas tecnologias, e a realocação industrial, entre outras mais que podem afetar, positiva ou negativamente, em maior ou menor grau, o meio ambiente, portando os efeitos da abertura comercial sobre o meio ambiente são variáveis e dependem do caráter das POLÍTICAS AMBIENTAIS E COMERCIAIS vigentes em cada casa e das variáveis intervenientes consideradas em cada análise. 

O autor conclui o artigo sugerindo uma proposta para utilização de ferramentas metodológicas que considerem:

a) o estado atual e prováveis tendências (temporalidade);
b) os fatores casuais de impactos recíprocos; 
c) estimativas de externalidades ambientais como e sem liberalização comercial; e 
d) avaliação dos impactos concretos derivados da realocação de recursos em decorrência de uma maior abertura comercial, e da liberalização comercial sobre aspectos como diversidade genética e estrutura social.

Boa Leitura.

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